2.24.2006

3. carrinho de rolamentos # lote 2

Lembrei-me de um sonho em que passeava a alta velocidade pela cidade num carrinho de rolamentos.
Desviava-me bastante bem dos obstaculos.
Via a cidade passar a correr, via sempre um cortina a passar-me pelos olhos.
A certa altura [e porque este sonho, tal e qual, sonhei-o muitas vezes] entro na Rua Direita, e sem eu querer, o carrinho emboca para um centro comercial na realidade inexistente.
O mais estranho é que o centro comercial so funciona subterraneamente!
Bem, o carrinho para entre as roupas, fico ali escondidinha.
As portas fecham-se. Há uma inundação.
A água começa, demasiado depressa, a chegar-me ao pescoço.
Já nao estou sentada no carrinho, mas so consigo gatinhar porque nao tenho forças nas pernas.
Poucos minutos. Morri afogada!



[nao me percebo. tantas vezes sonhei o mesmo]

2.13.2006

2. tiros # lote 1

Estavamos os dois. A passear e a falar sobre tudo e nada.
Entramos no bosque. Eu senti um calafrio.
Mas estavas tao entretido a contar as tuas historias que deixei-me ir.
Senti-me mal, qualquer coisa estava mal.
Assim, do nada tu desapareces, ou ficas ali tipo mancha. Não me recordo.
Eu senti!
Senti mesmo como se fossem marteladas, ocas e secas.
Cinco tiros vindos do nada.
Ainda consegui ver o trajecto das balas, como se estivesse tudo em slow motion.
Estava tudo em slow motion.
UM
DOIS

[esta a doer...paro o sonho e olho para o peito. esta a doer... que aperto!]

TRES
QUATRO
CINCO

Tenho uma marca bem grande. No peito uma marca tipo nódoa negra.
As balas não entraram. O peito parecia borracha. Mas ficou tudo marcado.

[acordo e sento-me na cama. respiro fundo. doi...]

A seguir, apenas um vazio. Não sei se estava sozinha, se tinha apoio. Não me lembro simplesmente. Uma pagina em branco. So uma mancha roxeada.



[andei o dia todo com um aperto no peito. Uma ansiedade...]

1. dialogo # lote 1

Não será demais dizer que em quanto durmo a minha cabeça funciona de uma forma muito estranha.
Os sonhos são fabricados em catadupa, com todos os requintes imaginarios.
Ontem, la na fabrica dos sonhos (e digo-vos que nao vou transporta-los por ordem cronologica) tive um dialogo com um blogger.
Muito estranho este dialogo. Muito!
Nem é pelo significado, e nao também pelo conteudo.
É que pareceu-me tao real...


Um café, luzes ténues, duas mesas muitas cadeiras. Um sussurro quase ensurdecedor, proprio de café concorrido. Ao fundo cenas difusas e desfocadas. Danças e cores, muitas cores. Caras de outros amigos desfocadas, mas as vozes perceptiveis. Dialogo a dois:

- mas diz-me. porque nunca mais comentaste no meu blog?
- bem, é que em PT o teu blog tinha alguma qualidade, mas desde que foste para aí...
- mas... é assim tao mau?
- sim. é vazio de conteudo.

[neste momento saio do sonho e penso de mim para mim como raio é que estou a sonhar isto]

- mas eu sou a mesma. o proposito do blog é o mesmo. como é que nao tem conteudo?
- sabes, é que fora de portugal as pessoas nao têm o mesmo tipo de raciocínio.
- bom. agora que vou voltar pode ser que voltes a comentar.


que foi isto?

2.11.2006

fabrica dos sonhos

Nada de fabricar sonhos.
Nada de sonhar alto.
Apenas a transportação do que se passa na minha caixinha enquanto durmo.
A minha caixinha magica é a fabrica.
Autónoma.
Autosustentável.
Forte e poderosa.